|
Terça-feira, Dezembro 28, 2004 Até o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, anda assistindo Senhora do Destino. Em café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira, ele elogiou o papel de José Wilker na novela. - Ele está bem neste papel, né?, disse sobre a interpretação do ator como o empresário e ex-bicheiro Giovani.Lula também citou o papel de Eduardo Moscovis na trama de Aguinaldo Silva.- E aquele prefeito, hein? questinou. Apesar dos elogios, o presidente, no entanto, admitiu que tem pouco tempo para acompanhar diariamente os capítulos da novela. postado por: <>Comments: 2:33 AM Quinta-feira, Dezembro 16, 2004 Em um país, onde um órgão federal que, deveria ajudar o povo,vem só ajudando as prestadoras de telefonia, Fazendo com que, noz os consumidores, se sintam dentro de um imenso circo, onde um mestre de picadeiro se diverte com uma enorme trupe de palhaços que, sem serem consultados, fazem a graça, para engordar as contas bancárias das prestadoras.Veja meu caso talvez o seu,somos obrigados comprar créditos para nossos celulares se não perdemos os já existentes e a Anatel essa dona ANA.Só defende os alienígenas que vieram rapinar nosso suado dinheirinho.Garanto para você querido blogueiro,se índio usasse telefone pré pago as ongs (que mandam no Br)já teriam dado um jeito postado por: <>Comments: 2:18 AM Terça-feira, Dezembro 14, 2004 nossofim.gifrenno.JPG postado por: <>Comments: 3:44 AM Segunda-feira, Dezembro 13, 2004 Você já deu a sua esmola este ano? Teve pena das crianças que ficam nos faróis pedindo um trocado? Ou do menino que perguntou, na lanchonete, "tio me paga um lanche?" Se alguma dessas respostas for "sim", você é um trouxaTodo o texto clique aqui postado por: <>Comments: 1:59 AM Os brasileiros são, em sua maioria, contrários ao voto obrigatório, revelou pesquisa realizada pelo Movimento Voto Consciente como parte de um estudo maior, sobre a participação social de sete países latino-americanos û incluindo o BrasilTodo o texto click aqui postado por: <>Comments: 1:57 AM pacatinho.jpg postado por: <>Comments: 1:02 AM Domingo, Dezembro 12, 2004 Anatel ainda está impedida de exigir prazo de validade para uso de créditos em pré-pagos Leia mais Esta merda de A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) serve plaquê,para defender os gringos ou para nos defender ? postado por: <>Comments: 4:07 AM O Governo Lula não se preocupa mais em disfarçar a sua rendição condicional ao sistema financeiro internacional. Leia mais postado por: <>Comments: 3:28 AM Sexta-feira, Dezembro 10, 2004 Gasolina sobe de novo. Daqui a pouco, você tem que vender o carro para encher o tanque. Mas tem gente que não tá nem aí. Tenho um colega que disse que por ele a gasolina pode aumentar quanto quiser. "Eu só boto 30 reais"!!! Daqui a pouco ele fica parado no posto porque pôs só 30 reais!Eu hoje botei 10 reais pra não ficar na rua.Ainda bem que meu fusca esta bem econômico.Os estrategistas vão acabar com o Brasil,sabe porque?porque a gasolina não pode ser mais barata que a cana.Os usineiros são uma dinastia poderosa . E tem uma charge do Frank sobre a gasolina. Um frentista viu o Palocci explicando o aumento e assimilou o que o ministro disse. Acho que ele cheirou gasolina e saiu repetindo o que o Palocci disse!
postado por: <>Comments: 3:00 AM CD-KURUMIN.JPG
postado por: <>Comments: 12:58 AM Audiência pública discutirá spams Na mesma reunião da CE, dois requerimentos foram aprovados pelos senadores. O primeiro, de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), determina a realização de audiência pública para discutir projeto do senador Hélio Costa que pretende coibir o envio de spams (mensagens indesejadas de correio eletrônico). Deverão ser ouvidos o coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Ivan de Moura Campos, o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Henrique Costábile, e representantes dos provedores iG, Uol e Terra. postado por: <>Comments: 12:49 AM É não vai melhorar.Sabe porque? Porque Brasileiro vai pra escola fazer farra.Um bom exemplo são os blogs ,basta ter um texto um pouco longo que já reclamam (não gosta de ler e ter cultura)Quem realmente quer estudar e levar a sério é logo excluído da turma.Porque os orientais são os lideres,porque levam a sério os estudos,não vão pra escola fazer palhaçada .É triste mais é verdade.Brasileiro não é burro é trouxa e relaxado.Da dó dos Pais que gastam fortunas pagando escola,para os filhos ir lá passear. postado por: <>Comments: 12:26 AM Pesquisa aponta falhas na educação de adolescentes do Brasil Desempenho de 250 mil estudantes de 15 anos em 41 países foi medido pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos. Em matemática, o Brasil ficou em último lugar, na média geral, em 2003 Diego está em dúvida. Não sabe se vai fazer faculdade de estatística ou engenharia de robôs. Mas uma certeza ele tem: não vai abandonar os números. Diego é ótimo em matemática. ¿Nesse ano minha media final foi 97¿, conta Diego. Já o Brasil, mesmo melhorando, continuou em último lugar no ranking de matemática do Pisa - o Programa Internacional de Avaliação de Alunos - uma prova que analisa o desempenho de estudantes de 15 anos de escolas públicas e particulares de 41 países. Em 2003 foram avaliados 250 mil alunos. Em matemática, a média geral dos alunos brasileiros foi de 356 pontos, a pior entre todos os países. Hong Kong, na China, ficou em primeiro. Em ciências, o Brasil ficou em penúltimo lugar, com 390 pontos. A Tunísia ficou em último e a Finlândia em primeiro. Em leitura, com 403 pontos, os estudantes brasileiros também ficaram entre os últimos, mas à frente do México, Indonésia e Tunísia. Novamente a Finlândia ficou em primeiro. Em comparação com o exame feito no ano 2000, o Brasil melhorou em ciências e em duas áreas de matemática. Mas não é possível acompanhar a evolução no ranking geral, porque mais nove países passaram a fazer as provas. O governo avalia que a situação do país em termos de aprendizagem ainda é muito ruim. Para o Ministério da Educação apenas mais recursos não resolvem o problema do ensino. São necessárias políticas relacionadas à formação inicial e continuada dos professores, à formação dos nossos gestores e, fundamentalmente, à implantação do Fundeb, que vai estabelecer o financiamento à educação infantil, fundamental média e educação de jovens e adultos¿, afirma Eliezer Pacheco, presidente do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. O Fundeb é o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. Ele vai substituir o Fundef e financiar toda a educação básica - da infantil ao ensino médio. A proposta de emenda à Constituição está em análise na Casa Civil e depende de aprovação no Congressob>."Fonte Jornal nacional"< postado por: <>Comments: 12:26 AM OS DOIS MARIDOS II FHC e Lula - buscando se valorizar diante da banqueirada nacional e internacional - estão se duelando frente aos olhos e ouvidos indignados de toda população, para ver quem vendeu mais o Brasil, quem mais nos entregou aos desmandos dos especuladores internacionais, qual foi mais eficiente na política antipatriótica do liberalismo. Os dois estão se revelando deslumbrados com o canto da sereia internacional, aquela que leva o ingênuo marinheiro para o fundo do mar, do poço. Está sendo vergonhoso para todos nós assistir este duelo entre iguais, sem o menor constrangimento, na frente de todos. Será que é só isso que um ex-presidente e um presidente em meio mandato tem a fazer por toda uma nação, uma pátria! Antes de tudo, esta brigazinha de políticos presta um profundo desserviço ao povo brasileiro, que só encontra maus exemplos nos seus representantes, seus governantes. Sinceramente, não merecíamos testemunhar atitudes desta extirpe. Isto apenas revela o comprometimento de cada um em servir aos verdadeiros interesses da Nação, do povo brasileiro. Lula, julgando-se melhor e até superior que FHC, rebateu o ex-presidente dizendo que: "Encerrada a luta pela redemocratização, Estados nacionais e projetos legítimos de transformação foram submetidos a um enquadramento econômico e político dotado de pressão máxima. Uma receita ortodoxa foi transplantada para nossos países como se fosse possível realizar, aqui, a mesma trajetória conduzida pelas facilidades existentes nos países ricos". Bom, até aqui, em nome da política fiscal imposta pelo FMI, o governo Lula tem se esmerado em não gastar, em recolher dinheiro arrecadado junto ao povo, para pagar juros da dívida em nome de um superávit primário. Todos os ministros do governo Lula são unânimes em dizer que não têm verbas nos ministérios. Então, de qual enquadramento econômico e político dotado de pressão máxima Lula está falando?! Do aceito e assumido por ele ou o do implantado pelo FHC? A receita ortodoxa que Lula diz, é aquela que exige que todo dinheiro arrecadado pelo governo por meio dos impostos, não pode ser investido aqui, no nosso desenvolvimento, no crescimento do país, e sim, para pagar religiosamente os juros da dívida, aquela que Lula e o PT juravam fazer uma auditoria. As facilidades desenvolvimentistas não existem em nosso país por que os nossos governantes aceitam, servilmente, sempre, as determinações do FMI. Isto fazia o governo FHC e isto faz o governo Lula. Está nos jornais de toda imprensa pátria a notícia de que o segundo homem do governo, o ministro Antônio Palocci Filho, foi pedir ao FMI autorização para investir R$ 2,5 bilhões na recuperação das nossas estradas. Meus Deus, isto é de um disparate sem tamanho. Afinal, quem governa o Brasil, Lula ou o FMI?! Assim como no governo FHC, quem governa o Brasil hoje é mesmo o FMI. Lula, coitado, sem ter a exata noção das suas palavras, disse mais: "Para a América Latina, esse processo significou um trágico empobrecimento. O PIB (Produto Interno Bruto) per capita ainda não recuperou os níveis de 1997, ou seja, são sete anos de estagnação e retrocesso na renda da população". Até agora, dois anos de governo Lula, o salário mínimo só tem perdido seu poder aquisitivo. Se formos lembrar do ínfimo aumento definido e defendido por seu governo então... Depois, para nos deixar ainda mais preocupados com sua capacidade de compreensão do seu governo e seu papel frente à presidência, declarou: ¿O que o povo não mais tolera é esse êxodo de homens, mulheres, jovens, velhos e crianças, expulsos da terra, do emprego, da dignidade e da democracia". Ele é mesmo um presidente surreal. O que é que a CUT, CNBB e o Movimento dos Sem-Terra estão dizendo dele, do seu governo?! Será que ele não lê jornais, não vê televisão? Lula, Lula, até agora você só está sendo competente em um único quesito, nos decepcionar... "Recebi por e-mail" postado por: <>Comments: 12:23 AM Talvez você já tenha ouvido falar que um dos grandes males do Brasil é a nossa falta de memória, em nome da qual tantos erros já repetimos e tantos crimes já se cometeram. Na prática, não é nada mais do que isso que está acontecendo agora na onda "modernizante" de privatização de setores antes considerados vitais e estratégicos da economia. E já estamos na prática da coisa, com a queda dos monopólios das telecomunicações e da exploração do petróleo. Logo logo todos saberemos como será o resultado concreto, na vida diária das pessoas, e não das empresas, da modernização via privatização. Agora, voltemos à nossa falta de memória. Até 1978, o fornecimento de energia do Rio de Janeiro era privado. Pertencia à Light, uma multinacional canadense trazida para o Brasil por ser moderna. Quem puder que lembre: o fornecimento de energia pela Light - e por conseqüência a empresa - era saco de pancadas dos jornais cariocas, diariamente. E não porque o Jornal do Brasil, O Globo e outros jornais fossem estatizantes - muito antes pelo contrário. O nó da questão é que a população e as empresas sofriam na pele o moderno e privatizado tratamento a elas dispensadas pela empresa canadense. Como era o tratamento? Por exemplo: uns oito anos antes do fim do período de concessão, a Light cessou praticamente por completo os investimentos na estrutura física de serviço. A manutenção era precária. Como resultado, havia freqüentes quedas de energia, cortes no abastecimento e outras pequenas mazelas para infernizar o dia-a-dia do carioca, se essas que alinhei não fossem suficientes. Pior, na verdade, fez o governo militar de plantão, liderado pelo general Ernesto Geisel. Rezava o contrato de concessão que, ao expiar-se o prazo de exploração concedido à Light, todo o seu patrimônio seria repassado ao Estado, sem recompensa (ora, ora recompensa! A empresa já havia tirado milhares de vezes o investimento feito!). O diabo é que o governo militar, tão zeloso na defesa dos interesses nacionais a ponto de sentir-se abalado com a crítica que lhe desferia qualquer estudante de segundo grau, capitulou, e feio, diante da multinacional. É, o governo pagou pelo patrimônio que já era legalmente do Estado, e pagou caro. Mas o pior é que o tal patrimônio estava obsoleto. Essa historinha é um bom exemplo para mostrar como pode terminar processos como o da privatização que agora o governo FHC festeja. (Aliás, aproveito até para dizer: não que eu seja favorável ao Estado-empresário, mas entregar riquezas de um país como o nosso, de arcabouço democrático, institucional e jurídico mais do que frágeis, é pedir ao lobo que guarde galinheiro. Na prática, estamos trocando o monopólio estatal pelo privado e não sei qual o pior de controlar). A história até aqui vendida pelos privatistas é que, com as telecomunicações, o petróleo e outros setores explorados pelas empresas privadas, a concorrência vai melhorar a qualidade e baixar o preço. Você acredite se quiser. Não bastando tantos exemplos, será que você não sabe a quem pertencem as fábricas de cimento no Brasil? Este setor é um dos melhores exemplos de monopólio no país, com todos os seus defeitos. Só para dar um exemplo: fica mais barato trazer um navio de cimento da Turquia a 17 mil quilômetros, do que comprar o mesmíssimo cimento em Mossoró. Quer outro exemplo? Vá ao interior do Rio Grande do Norte. Veja quantos postos de abastecimento existem da Shell, da Atlantic, da Texaco e outras bandeiras privadas e modernas. Você encontrará quase só postos da BR Distribuidora. E sabe por quê? Porque, a despeito de garantir que só visam o melhor serviço para a prezado clientela, essas empresas estão pouco se lixando se Umarizal, Acari, Goianinha ou Caxinquelê das Flores têm ou não têm postos de abastecimento. Eles só querem o filé do lucro, ou seja, as grandes cidades. Tomara que eu esteja errado mas, analisando do ponto de vista político, tirarmos monopólio das mãos do Estado e passá-lo para empresas privadas não foi mais do que um ato de retirada. O Estado, por pior administrador e por mais ligado que esteja ao capital, sempre termina por beneficiar, mesmo mal e parcamente, a população. Empresa privada só beneficia - e muito - a si própria. Pois, então, eu acho que estamos apenas fazendo uma retirada. E aos soldados que votaram por essa desastrosa estratégia, talvez seja oportuno lembrar uma frase do líder direitista e, mais do que isso, ultra-conservador Winston Churchill: "Retirada não é vitória." postado por: <>Comments: 12:23 AM Ricos & Pobres Em nenhum outro país os ricos demonstraram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, as vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a esconde-las atras de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos. Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a freqüentar restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro na porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente a viagem é um susto durante todo o caminho. E, as vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa. Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência. No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos tem de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente. Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros. Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivessem percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria. A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem numa sociedade onde todos fossem educados. Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença. Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras. Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez. Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas."FONTE"Cristóvam Buarque(*) postado por: <>Comments: 12:22 AM Será que a opinião pública está tão interessada assim na visão que Narcisa Tamborindeguy ou Adriane Galisteu têm da vida? A julgar pelo espaço que a mídia dedica a esse tipo de formador de opinião, o Brasil virou um imenso Castelo de Caras. Adriane Galisteu, após o seu casamento relâmpago, falou às páginas amarelas de Veja e deu aula magna de insensibilidade, egoísmo e sinceridade! Estranha mistura, mas a moça tem razão quando se diz sincera. Ela não engana, revela-se de corpo (e que corpo!) inteiro, e o retrato que aparece é assustador! Adriane teve uma infância atribulada, perdeu o pai aos 15 anos, ainda pobre, e um irmão com AIDS quando já não era tão pobre. "Eu não tinha um tostão, não tinha dinheiro para comprar um pastel. Meu irmão estava doente. Minha mãe ganhava 190 reais do INSS, meu pai já tinha morrido. Eu sustentava todo o mundo e não tinha poupança alguma." Peço licença a Adriane, mas vou falar de outra infância triste de mulher, a de Rosa Célia Barbosa. Seu perfil - admirável - surgiu em reportagem recente da Vejinha sobre os melhores médicos do Rio. Alagoana, pequena, 1m50cm, começou a sua odisséia aos sete anos, largada num orfanato em Botafogo. Rosa chorou durante meses. "Toda a mulher de saia eu achava que era a minha mãe que vinha me buscar, depois de um tempo desisti..." Voltemos a Adriane. Ela é rica, bem sucedida, e "nem na metade da escada ainda". A escada, boa imagem para alguém que - como uma Scarlet O'Hara de tempos neoliberais - resolveu que nunca mais vai passar fome. Até aí, tudo bem; mas é desconcertante ver como o sofrimento pode levar à total insensibilidade. Pergunta a repórter a Adriane se ela faria algo para o bem do outro: "Para o bem do outro? Não, só faço pelo meu bem. Essa coisa de dar sem cobrar,dar sem pedir não existe. Depois, você acaba jogando isso na cara do outro." " Você nunca cede então?" "Cedo, claro que cedo. Já cedi em coisas que não afetam a minha vida. Ele gosta de dormir em lençol de linho e eu gosto de dormir em lençol de seda. Aí dá pra ceder..." Rosa Célia fez vestibular de medicina, morava de favor num quartinho e trabalhava para manter-se. Formou-se e resolveu dedicar-se à cardiologia neonatal e infantil, quando trabalhava no Hospita da Lagoa. Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar no National Heart Hospital, em Londres, com Jane Sommerville, a maior especialista mundial na área. Estudou inglês e conseguiu uma bolsa e uma carta da Dra. Sommerville. Em Londres era gozada pelos colegas ingleses por causa de seu inglês jeca. Ganhou o respeito geral quando acertou um diagnóstico difícil numa escocesa, após examiná-la por oito horas seguidas. "Ela falava um inglês ainda pior do que o meu", lembra divertida. Adriane está rica mas não confia em ninguém, salvo na mãe. Nem nos amigos. Vejam: "Eu não posso sair confiando nas pessoas. Não tenho motorista, nem segurança, por isso mesmo. É mais gente para te trair. Eu confio mais nos bichos do que nas pessoas. Ainda existem pessoas que acham que eu tenho amnésia. Muitas das que convivem comigo hoje já me viraram a cara quando estava por baixo. Mas você pensa que eu as trato mal? Trato com a maior naturalidade. Porque elas podem até me usar, mas eu vou usá-las também. É uma troca." De Londres, Rosa Célia ia direto para Houston, nos Estados Unidos. Fora escolhida para a Meca da cardiologia mundial. Futuro brilhante a aguardava. Uma gravidez inesperada atrapalhou o sonho. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, voltando ao Rio. Reassumiu seu cargo no Hospital da Lagoa e abriu consultório, mas todos os anos viaja para estudar. Passa pelo menos um mês no Children's Hospital em Boston, trabalhando 12 horas por dia. "Você gosta de dinheiro (Adriane)?" "Adoro dinheiro e detesto hipocrisia. Gasto, gosto de gastar, gosto de não fazer conta, de viajar de primeira classe. Tem gente que fala: esse dinheiro que ganhei eu vou doar... O meu eu não dôo não. O meu eu dôo é para a minha conta. Eu adoro fazer o bem, mas também tenho minhas prioridades: minha casa, minha família. Primeiro vou ajudar quem está mais próximo. Mas faço minhas campanhas beneficentes." Rosa chefia um centro sofisticadíssimo, a cardiologia pediátrica do Pró-Cardíaco. Lá são tratados casos limite, histórias tristes. O hospital é privado e caríssimo, mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses. Criou uma ONG, passa o chapéu, fala com amigos, empresários. O Projeto Pró-Criança já atendeu mais de 500, e 120 foram operadas. "Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha e alagoana. Eu fiz." Voltemos a Adriane e esbarraremos, brutalmente, na frustração: "Já tive vontade de viajar e não podia. Queria ter carro e não tinha. Eu queria ter feito faculdade e não tive dinheiro. Não que eu sinta falta de livros, porque livro a gente compra na esquina, e conhecimento a gente adquire na vida. Eu sinto falta de contar para os amigos essas histórias que todo o mundo tem, do tempo da faculdade". Duas vidas, dois perfis fora da normalidade, matéria-prima dos órgãos de imprensa. Mas qual é o mais valorizado pela mídia hoje em dia? É fácil constatar e chegar à conclusão de que há algo muito errado com a nossa sociedade. Pode ser até que o leitor tenha interesse mórbido em saber o que as louras e morenas burras ou muito espertas andem fazendo, mas a mídia não deve limitar-se a refletir e a conformar-se com a mediocridade, o vazio, o oportunismo e a falta de ética. Os órgãos de imprensa devem ter um papel transformador na sociedade e, nesse sentido, estaríamos melhor servi dos se houvesse mais Rosa Célias nos jornais, nas revistas e TVs que nos cercam. Voltando ao Castelo de Caras, as belas Adrianes, Narcisas, Lucianas, Suzanas ou Carlas, certamente encontrarão lá um espelho mágico... Se for mesmo mágico dirá que Rosa Célia é mais bela do que todas vocês.Arnaldo Jabor postado por: <>Comments: 12:21 AM rjtv.jpg rural.jpg sptv.jpg postado por: <>Comments: 12:00 AM Quinta-feira, Dezembro 09, 2004 perigotop.gif paralisou.jpg postado por: <>Comments: 11:59 PM
postado por: <>Comments: 11:57 PM Quarta-feira, Dezembro 08, 2004 CLIQUE AQUI E CONHEÇA O M.TAZMarcelo Tas concedeu esta entrevista enquanto escovava os dentes no banheiro de um aeroporto não identificado. postado por: <>Comments: 11:16 PM logo_globo.gif silviosantosm.jpgdudamendo.jpg postado por: <>Comments: 4:08 AM Terça-feira, Dezembro 07, 2004 er6y.jpg spcapital.jpg gaivota.gif
postado por: <>Comments: 7:26 PM Domingo, Dezembro 05, 2004 Este blog ainda vai ser reformado postado por: <>Comments: 10:18 AM VEJA TAMBÉM ESTE ARQUIVO postado por: <>Comments: 9:05 AM casamento.jpg postado por: <>Comments: 7:57 AM Barraclip.jpg postado por: <>Comments: 5:16 AM Transition1.gif postado por: <>Comments: 4:14 AM logo207a.jpg postado por: <>Comments: 4:13 AM calcule.jpg postado por: <>Comments: 4:13 AM
postado por: <>Comments: 2:22 AM Sábado, Dezembro 04, 2004 Em construção ainda vou fazer uma reforma postado por: <>Comments: 5:38 AM gasolina.jpg postado por: <>Comments: 5:34 AM silencio3.jpg postado por: <>Comments: 5:17 AM Sexta-feira, Dezembro 03, 2004 meuoutro.jpg postado por: <>Comments: 7:42 PM |
||||||||||||||||||||
![]() | ![]() |